Standard & Poor's diz que o chumbo do
Constitucional a quatro normas orçamentais não terá efeitos imediatos no
'rating' português.
O chumbo do Tribunal Constitucional a quatro
artigos do Orçamento de Estado para 2013 não terá efeitos imediatos no 'rating'
da dívida soberana de Portugal, considera a agência de 'rating' Standard &
Poor's.
"Como afirmámos anteriormente,
continuamos a acreditar que os parceiros europeus de Portugal continuam
dispostos a estender a maturidade da dívida oficial de Portugal e permanecem
empenhados no apoio financeiro, se necessário, depois de Portugal completar o
corrente programa da UE/FMI", defende a agência de notação financeira num
boletim publicado no final do dia de ontem.
Os responsáveis da S&P aguardam que o
Governo português solucione nas próximas semanas as alternativas para compensar
o buraco que os chumbos do TC irão provocar, na ordem de 1,3 mil milhões de
euros, o equivalente a 0,8% do PIB.
"Temos a noção de que atrasos na
apresentação de medidas alternativas podem também atrasar a decisão do Ecofin
em estender o perfil da maturidade do resgate por parte do Fundo de
Estabilização Europeu Financeiro (FEEF) e do Mecanismo de Estabilização Europeu
Financeiro (MEEF)", alerta, todavia, a agência.
Recorde-se que a S&P manteve o rating da
dívida de Portugal com a classificação ‘BB' no início do mês passado, depois de
subir o ‘outlook' (perspectivas de evolução) de negativo para estável.
=Económico=

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