Número total de visualizações de páginas

segunda-feira, 8 de abril de 2013

«A VINGANÇA SERVE-SE FRIA…»


Pretendendo demonstrar que quem manda é ele, o governo, personalizado no senhor Pedro vai avançar, custe o que custar, nem que a corda rebente, com novas e pesadas medidas de austeridade, afirmando que serão tomadas para tapar o buraco criado pelo chumbo do Tribunal Constitucional.

E onde vai ele proceder a mais cortes? Pois, certamente, nos subsídios de desemprego e de doença acima dos 419 euros/mês, essa tremenda fortuna com que sobrevive uma grande parte dos cidadãos nacionais.

«Eles deitaram foguetes, mas ele – Pedro Passos Coelho – vai apanhar as canas e com elas desancar os mais pobres e carenciados.

Não procura nas grandes fortunas, não se preocupa com todo o dinheiro que repousa em paraísos fiscais – era o que faltava, mexer com os queridos capitalistas, senhores da fuga de capitais para esses paraísos, senhores também da autoria de tanto desempregado em Portugal e que deslocalizaram as empresas para países onde os salários rondam os cem euros/mês – colocando no mercado os produtos fabricados, com o rótulo da empresa como se se mantivesse no país.

Como não se trata de nenhuns preguiçosos, os membros do governo liderado pelo senhor Pedro, está a estudar mais, muitas mais medidas de austeridade como única forma de tapar o buraco (qual deles?), que diz serem destinadas a tapar o buraco aberto pela decisão dos Juízes do TC, medidas que ferem a Constituição – e quem é ele para ser obrigado a respeitá-la? – contidas no OE/2013.

O governo pretende, pois, colocar-se á margem da lei, como ficou demonstrado pela falta de respeito pela lei-geral do país naquele documento, que deputados acéfalos aprovaram na Assembleia da República e que o presidente, apesar de tudo, promulgou, embora o tenha enviado para apreciação daquele órgão do Estado, chegando mesmo a chamar-lhe “o defensor da Constituição”.

Possivelmente já se arrependeu de o ter feito, pois nunca pensou que o TC tomasse a atitude que tomou.

Ora, na sua comunicação ao país, feita ao fim da tarde de domingo – 7 de Abril de 2013 – o senhor Pedro anunciou que não aceita aumentar os impostos e, por isso, iria enveredar pelo caminho de mais cortes na despesa pública, essencialmente nas áreas da saúde, da educação e da segurança social.

Era necessário evitar a todo o custo um segundo resgate, deixando implícito um apelo ao PS, para que se unisse a ele, ou a eles, formando uma espécie de troika partidária com a coligação PSD/CDS.

A resposta não se fez esperar, e o PS respondeu que não, que só após a realização de eleições antecipadas formaria o governo de que o país e os portugueses precisam para saírem da crise, e que renegociaria as condições de pagamento às instâncias internacionais.

Ora, como que em consonância com o senhor Pedro, estas apressaram-se a afirmar que Portugal corre o grave risco de cair em bancarrota, porque não estão na disposição de dar nem mais tempo e, muito provavelmente, mais dinheiro, embora este emprestado.

Por seu lado, o presidente da República entrou em tabu novamente, pois considera, talvez, ter já falado demais e, talvez cansado de aturar os cidadãos e suas manifestações de rua, que certamente irão aumentar de forma assustadora, acreditando que desta vez com a UGT e outros sindicatos tomarão parte nessas mesmas manifestações.

Apesar do tempo que faz, este início de Abril está a ver aumentar o calor social que se prepara para fazer estourar muitos foguetes, cujas canas não poderão ser apanhadas pelos membros do actual governo de Portugal.

E, mesmo que a UGT não participe, com toda a certeza que os portugueses marcarão, mais uma e outra vez, presença.


Sem comentários:

Enviar um comentário