Conta a história que a “Nova Lusitânia”,
também designada normalmente por Portugal, após ter resistido heroicamente e
sob a liderança de Viriato ao invasor romano, veio a sucumbir plenamente, a
alguns actos de rapina, cometidos por portugueses, que a tudo se abarbataram,
deixando o povo, o nobre povo português na miséria, na fome, no desemprego..,
devido a esses salteadores que se refugiam em luxuosos gabinetes ditos
ministeriais.
Há anos, precisamente 39, que os heróicos
lusitanos lutam, com todos os seus esforços, para tentarem conseguir viver
naquela democracia que lhes foi prometida por um punhado de valentes militares,
mas que, logo que entregue o poder aos designados “políticos”, viram o seu país
recuar, devido aos «Desvios», ver roubos, cometidos.
Do interior das quatro paredes dos tais
luxuosos gabinetes, saem meras folhas de papel escritas e assinadas, a que
pomposamente chamam “despachos”, “circulares informativas e normativas”, “ordens
de serviço” e tantas outras ordens, que “democraticamente” segundo uns, os “salteadores”
afirmam, impõem novos e sucessivos impostos que mais não são que autênticos
roubos aos cidadãos.
Ora, dizem por aí alguns renomados
comentadores, que já se sentaram também nas mesmas cadeiras do poder que
aqueles que agora alapam as «delicadas nalgas nas ditas», que a «Arca está Vazia»,
e que como se encontra nesse estado de desgraça, eles pretendem voltar a
enchê-la para se governarem, desgovernando e espoliando aquele que Rafael
Bordalo Pinheiro, nas suas críticas ilustradas designou como «Zé-Povinho».
Mas, se na antiguidade fomos invadidos pelos
celtas, pelos visigodos, ostrogodos e outros godos, e em resumo germânicos,
hoje também somos comandados à distância por uma ostrogoda de nome Merkel, a
quem chamam também Ângela, pelos gauleses que nos primórdios até enviaram um
conde para ajudar-nos a tomar a independência em relação a Castela e Leão, nas
terras entre o Douro e o Minho, de onde resultou o nome de Portugal, uma vez
que teve origem em Portus – a Sempre Leal e Invicta Nobre cidade do Porto e
Calen, Gaia, tendo sido reconhecido esse condado independente mediante o
pagamento de cinco onças de ouro anuais ao Vaticano.
Como os tempos mudaram! Hoje, nada mais somos
que os vassalos, ou até lacaios desses senhores que se dizem políticos
patriotas, certamente tomando como única Pátria a sua bolsa e o seu bem-estar
económico e financeiro, fazendo com que os seus negócios e modos de gerir
Portugal lhes proporcione, a eles apenas, o enriquecimento, negando ver e
aceitar que todos os seres humanos, e são mais de dez milhões de portugueses,
têm também direito a uma vida com dignidade.
Actualmente existe uma pirâmide que demonstra
bem tudo quanto digo, tendo no vértice superior o senhor Silva, logo seguido
pelo senhor Pedro & Companhia, seguidos de perto pelos inquilinos diurnos
do Palácio de S. Bento (Hemicíclo Parlamentar) que, além de mentirem na sua
maioria e se considerarem a si próprios da área governamental, considerando
alguns fora dela, pretendendo usurpar o direito pertencente unicamente ao povo
português, da soberania que lhe pertence nas escolha dos seus representantes,
no que tem tido, realmente, muito pouca sorte, pois após promessas e mais
promessas, sejam laranja, rosa ou azuladas, nenhuma é concretizada, bem pelo contrário,
trata-se de palavras que o vento rapidamente leva para bem longe.
«Os Salteadores da Arca Vazia» estão, neste
momento, agradecidos por lhes terem dado a oportunidade que uma maioria de
votos os tivessem colocado onde estão, onde se sentam e de onde nos menosprezam
e nos pisam sistematicamente, pois apesar de vazia, a «Arca» para eles
enchem-se, como se abria a pesada pedra que fechava a gruta onde Ali Bàbá e
seus quarenta ladrões guardavam o produto dos seus saques.
Resta-me colocar sobre o corpo a capa de
propagandista, pegar no micro e falar alto e bom som, convidando todos os bons “Ladrões”
a visitarem o país irreconhecível e incompreensível em que Portugal foi
transformado há anos, tendo vindo a piorar de tal modo que já há quem diga,
especialistas segundo eles próprios, que se encontra em coma e prestes a
sucumbir definitivamente.
Permitam-me dizer só mais uma coizita: «Quem
os ouve não é surdo, quem os vê não é cego», todos os conhecem e alguns
maldizem a hora em que votaram neles.
Alguém conhece o Portugal de hoje? Quem?
Porque atiçam os «cães» ao José Sócrates? Só a ele? Ora, ora…!!!

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