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quarta-feira, 10 de abril de 2013

«DIA APÓS DIA»


Muitos especialistas crêem que nascemos com uma espécie de instinto de sobrevivência orientado para a competência, com um impulso para dominarmos o ambiente e assim conseguirmos viver nele.

Já aqui falei dos impulsos nervosos do senhor Pedro, que pretende obedecer a uma motivação vingativa – e toda a vingança é estúpida e digna das almas vis – que o estimula a ser permanentemente desejoso de que todos façam o que ele quer.

Pretende-se motivado para a competência, e, no entanto, os seus instintos são demasiado vulneráveis, pois podem ser suprimidos consoante o reforço positivo ou negativo recebido.

Um reforço negativo ocorre quando o senhor Pedro vê os seus esforços para realizar determinada tarefa serem recebido com reprovação, desinteresse ou mesmo desprezo.

Isso dá-lhe uma sensação de fracasso que, a repetir-se, fá-lo-á evitar os desafios futuros e tornar-se dependente da raiva, uma vez que desde jovem se habituou a ser obedecido pelos que considerava seus lacaios.

Pelo contrário, sucessos repetidos nas tarefas, acompanhados do elogio dos seus seguidores, mesmo os mais maquiavélicos que se possa imaginar, originam maior auto-estima, mais esforços de independência e o aumento do amor-próprio, alimentando-lhe o ego e o superego.

A sensibilidade e a capacidade de resposta do sistema nervoso do senhor Pedro são factores muito importantes na formação da personalidade.

Todos os especialistas reconhecem três categorias fundamentais do temperamento psicológico : o difícil, o calmo e o fácil. Apressam-se, porém, a acrescentar que existem sobreposições  entre estas categorias e uma grande diversidade dentro de cada uma.

O chamado indivíduo difícil é muito activo e intenso. Tem um baixo limiar de tolerância a todos os tipos de estimulação. Os padrões de sono, alimentação e despertar são habitualmente irregulares.

Estes indivíduos são facilmente frustráveis e reagem agressivamente, indicação de que uma hipersensibilidade táctil pode sobrecarregar-lhes o sistema nervoso.

O Calmo tende a ser retraído. Por ser tão pouco exigente e reactivo, este tipo de indivíduo representa, sob certos aspectos, um maior desafio do que o indivíduo difícil.

A terceira categoria – o indivíduo fácil – constitui o temperamento mais vulgar entre os cidadãos. Todos acham que estes indivíduos estão geralmente bem dispostos, adaptáveis e reagem de forma agradável à maioria das pessoas e das situações.

Os especialistas do comportamento dizem que as características apresentadas nos primeiros tempos de êxito pessoal têm tendência a prevalecer durante bastante tempo.

Todavia, os especialistas divergem quanto a chamarem ou não medos a certas reacções aparentemente inconscientes e involuntárias de pessoas como o senhor Pedro, que vive obsecado pela austeridade a impor ao povo português, custe o que custar e doa a quem doer.

Normalmente, o medo aos comportamentos desses estranhos cidadãos do povo, dá-lhe cabo dos nervos e sente a necessidade de se vingar, pois não admite – tendo que admitir... – pois a soberania reside precisamente naqueles que ele tanto hostiliza e a quem, de cima do seu poleiro, tudo faz para lhes dificultar cada vez mais a vida.

E, como cobarde que é, manda alguns dos seus cidadãos seguidores – inseridos no seio da deputação do país – relembrar à exaustão que é preciso cumprir com os deveres de pagar tudo quanto o país deve, nada fazendo para obrigar quem colocou o país em tal estado, com seus desvios (um político ou amigo de político devia e nunca rouba), sabendo que estão inocentes e que os que roubaram, gozam de palanque vendo como vivem na miséria e na fome os eternos bodes expiatórios da nação.

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