Muitos
especialistas crêem que nascemos com uma espécie de instinto de sobrevivência
orientado para a competência, com um impulso para dominarmos o ambiente e assim
conseguirmos viver nele.
Já aqui
falei dos impulsos nervosos do senhor Pedro, que pretende obedecer a uma
motivação vingativa – e toda a vingança é estúpida e digna das almas vis – que
o estimula a ser permanentemente desejoso de que todos façam o que ele quer.
Pretende-se
motivado para a competência, e, no entanto, os seus instintos são demasiado
vulneráveis, pois podem ser suprimidos consoante o reforço positivo ou negativo
recebido.
Um reforço
negativo ocorre quando o senhor Pedro vê os seus esforços para realizar
determinada tarefa serem recebido com reprovação, desinteresse ou mesmo desprezo.
Isso dá-lhe
uma sensação de fracasso que, a repetir-se, fá-lo-á evitar os desafios futuros
e tornar-se dependente da raiva, uma vez que desde jovem se habituou a ser
obedecido pelos que considerava seus lacaios.
Pelo
contrário, sucessos repetidos nas tarefas, acompanhados do elogio dos seus
seguidores, mesmo os mais maquiavélicos que se possa imaginar, originam maior
auto-estima, mais esforços de independência e o aumento do amor-próprio,
alimentando-lhe o ego e o superego.
A
sensibilidade e a capacidade de resposta do sistema nervoso do senhor Pedro são
factores muito importantes na formação da personalidade.
Todos os
especialistas reconhecem três categorias fundamentais do temperamento
psicológico : o difícil, o calmo e o fácil. Apressam-se, porém, a
acrescentar que existem sobreposições
entre estas categorias e uma grande diversidade dentro de cada uma.
O chamado
indivíduo difícil é muito activo e intenso. Tem um baixo limiar de tolerância a
todos os tipos de estimulação. Os padrões de sono, alimentação e despertar são
habitualmente irregulares.
Estes
indivíduos são facilmente frustráveis e reagem agressivamente, indicação de que
uma hipersensibilidade táctil pode sobrecarregar-lhes o sistema nervoso.
O Calmo tende
a ser retraído. Por ser tão pouco exigente e reactivo, este tipo de indivíduo
representa, sob certos aspectos, um maior desafio do que o indivíduo difícil.
A terceira
categoria – o indivíduo fácil – constitui o temperamento mais vulgar entre os
cidadãos. Todos acham que estes indivíduos estão geralmente bem dispostos,
adaptáveis e reagem de forma agradável à maioria das pessoas e das situações.
Os especialistas do comportamento dizem que as características apresentadas nos primeiros tempos de êxito pessoal têm tendência a prevalecer durante bastante tempo.
Todavia, os
especialistas divergem quanto a chamarem ou não medos a certas reacções
aparentemente inconscientes e involuntárias de pessoas como o senhor Pedro, que
vive obsecado pela austeridade a impor ao povo português, custe o que custar e
doa a quem doer.
Normalmente,
o medo aos comportamentos desses estranhos cidadãos do povo, dá-lhe cabo dos
nervos e sente a necessidade de se vingar, pois não admite – tendo que
admitir... – pois a soberania reside precisamente naqueles que ele tanto
hostiliza e a quem, de cima do seu poleiro, tudo faz para lhes dificultar cada
vez mais a vida.
E, como
cobarde que é, manda alguns dos seus cidadãos seguidores – inseridos no seio da
deputação do país – relembrar à exaustão que é preciso cumprir com os deveres
de pagar tudo quanto o país deve, nada fazendo para obrigar quem colocou o país
em tal estado, com seus desvios (um político ou amigo de político devia e nunca
rouba), sabendo que estão inocentes e que os que roubaram, gozam de palanque
vendo como vivem na miséria e na fome os eternos bodes expiatórios da nação.

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