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sábado, 2 de março de 2013

"É assim tão complicado pôr desempregados a tratar de matas?"


O membro do Conselho Económico e Social, João Salgueiro (à esquerda na fotografia) defende, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, que “é preciso dar objectivos às pessoas”, e acrescenta: “Há pessoas que podiam estar a produzir para o bem de todos e que não estão”. Nesta senda, e reportando-se ao flagelo do desemprego, o também antigo ministro das Finanças questiona: “É tão complicado pôr desempregados a tratar das matas?”. Até porque, advoga Salgueiro, “o que interessa é que estejam ocupados".
O antigo ministro das Finanças, João Salgueiro, parece ter encontrado uma solução para a população desempregada do País e diz não perceber por que ainda não foi implementada. Aliás, Salgueiro recorre a uma expressão de Keynes para ilustrar a sua ideia: 

“Se não sabem o que fazer ponham metade dos desempregados a abrir buracos e a outra a tapá-los”. 

E a partir daqui, questiona: “É assim tão complicado pôr desempregados a tratar das matas?”.

Para o responsável, o País precisa de atrair investimento para pagar bons salários, mas também de um plano imediato.

 “É preciso dar objectivos às pessoas”, frisa o economista à TSF e ao Dinheiro Vivo, acrescentando que “há pessoas que podiam estar a produzir para o bem de todos e que não estão”.

Por outro lado, João Salgueiro não poupa críticas à estratégia do Governo face aos cortes de 4 mil milhões de euros na despesa do Estado. “Primeiro era preciso saber que resultados” são pretendidos.

“Nunca assumiria essa responsabilidade de cortar. Isso faz-se em tempo de guerra. Um processo de reforma não serve só para poupar dinheiro. Em rigor nem é esse o objectivo principal. É proporcionar um serviço de melhor qualidade”, salienta ainda o membro do Conselho Económico e Social, que ao seu currículo soma também o cargo de vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos.

N. M.

PS: O que realmente interessa é que possam  ganhar um salário condigno e viver dentro dos valores da dignidade humana!!!

Doutores e engenheiros «a tratarem matas»


João Salgueiro, banqueiro, defende um plano de emergência para o desemprego em entrevista à TSF.


João Salgueiro defende um plano de emergência para o desemprego. Trata-se de um plano temporário que pode levar doutores e engenheiros a «construir de rotundas» e a «tratar das matas» ou a tomar conta de «idosos». Banqueiro entende que há falta de pessoal em muitas áreas: «Há falta de pessoas para cuidar dos idosos. Há todos os anos incêndios porque as matas não estão tratadas. É assim tão complicado pôr as pessoas a tratar das matas?», diz aos microfones da TSF.

A medida pode parecer polémica, mas não é uma novidade. «Depois da Segunda Guerra Mundial as pessoas fizeram isso. Trabalharam com as mãos». O economista e professor universitário explica que um plano para pôr em prática enquanto o investimento, não cria novos postos de trabalho. Por isso, não rejeita a hipótese dos seus alunos também terem de seguir esse caminho, um caminho que muitos já seguem em Portugal. «Nós temos cá engenheiros e professores de matemática a trabalhar na construção civil. Vieram da Ucrânia. E os portugueses que não conseguirem emprego aqui vão para outros países trabalhar nas condições que lhe oferecerem. Temos de dar um objetivo às pessoas». 

E ssutenta a sua tese em Keynes: «O Keynes dizia até 'ponham metade dos desempregados a abrir buracos e a outra metade a tapá-los'. O que interessa é que estejam ocupados».

Na entrevista à rádio, João Salgueiro, que também foi vice-governador do Banco de Portugal, e presidente da Caixa Geral de Depósitos e da Associação Portuguesa de Bancos, critica, no entanto, a forma como o Governo avançou com a ideia de cortar, de forma permanente, quatro mil milhões de euros na despesa do Estado. Na entrevista à TSF, diz que «primeiro era preciso saber que resultados pretendemos. Eu nunca assumiria essa responsabilidade de cortar. Isso faz-se em tempo de guerra. Um processo de reforma não serve só para poupar dinheiro. Em rigor nem é esse o objetivo principal».

=TVI24=

PS: Que dirá o senhor João Salgueiro de todos os licenciados contratados a 2,70 ou 3 euros à hora, como muitíssimos enfermeiros e médicos, quando se pagam no mínimo 5 euros/hora a uma senhora que vai fazer limpeza ao domicílio?

Há muito a fazer em Portugal, mas quando esteve no governo, nada fez de bem.

SÓ DE PUNHO ERGUIDO A CANÇÃO TERÁ SENTIDO»



Na gravíssima situação em que o país e o povo se encontram, seja a “Grândola Vila Morena” seja qual for a canção, só fará sentido se o punho de todos estiver erguido.

Não importa se é o direito ou o esquerdo. Interessa que esteja bem erguido e que seja o sinal de protesto generalizado que, mais uma vez sairá às ruas das terras de Portugal, contra a presença indesejada da troika e do actual governo, que tem empobrecido cada vez mais o país e seu povo.

Infelizmente, vejo-me impedido de dar a minha colaboração presencial, mas podem crer que espiritualmente estarei presente, na cidade do Porto, e que cantarei, à hora marcada a “Grândola Vila Morena”.

Daqui lanço o apelo à calma, pois só com ela se poderá evitar males indesejáveis, uma vez que o governo saberia aproveitar-se de algum  deslize cometido por algum militante mais exaltado, que poderia “ultrapassar as marcas” estabelecidas, dando a possibilidade ansiada para carregarem sobre os manifestantes.

Sempre que o povo luta pela sua dignidade ofendida por esses governantes da treta e da troika, a quem obedecem cegamente e ultrapassam até os acordos obtidos, para serem bem considerados pelos “troikanos” que levam a que Passos Coelho vá para além do acordado e massacre a cidadania nacional, não olham a meios para conseguirem manter o povo subjugado, dominado custe o que custar.

José Jorge Letria cantou «Só de Punho Erguido a Canção Terá Sentido», mas “Grândola mantém” o estatuto de hino à revolta e à liberdade, como também à soberania de um povo que tem sofrido desde há séculos a tirania dos governantes.

De vez em quando surgem uns líderes com capacidade de mobilização popular, que venceriam qualquer eleição, mas que, infelizmente, os actuais e outros que os antecederam, souberam cultivar no espírito de muitos que se devem manter afastados do poder, da governação do país, porque perfilham ideais nocivos para todos aqueles que, como eles e sobretudo eles se consideram os “senhores” da razão e do bem-saber estar em toda a sela do poder.

Só para poderem distribuir pelos amigalhaços ou que os outros distribuiriam pelo povo.

Portanto, só realmente de punho erguido, a canção terá sentido!


«Vamos cantar a Grândola ao mesmo tempo em todo o país»


Momento tem hora prevista às 18:30


O movimento «Que se lixe a troika» tem o objectivo de cantar a música de Zeca Afonso, «Grândola Vila Morena», ao mesmo tempo, em todas as cidades que aderirem ao protesto deste sábado.

«A ideia é que seja as 18:30 da tarde. Mas depende se as manifestações conseguem chegar ao seu ponto de destino a essa hora», disse ao tvi24.pt, Bruno Carvalho, um dos subscritores do movimento.

O protesto conta com a adesão de mais de 40 cidades em Portugal e no estrangeiro, incluindo por exemplo Paris e Boston. «A ideia de podermos cantar a Grândola ao mesmo tempo em todo o país, é uma ideia que é coordenada com os grupos de cidadãos nas outras cidades», disse.

«Esta informação está a ser passada em todas as convocatórias de várias cidades, mas depende de como decorrer o protesto», explicou.

=TVI24=

Manifestação: membros da troika vão «fugir»


Protesto coincide com a sétima avaliação do programa de resgate


Os membros da troika que estão em Portugal para fazer a sétima avaliação do programa de resgate vão alterar os habituais locais de trabalho para evitar a manifestação convocada para este sábado.

Pela primeira vez, uma grande manifestação irá coincidir com a presença dos representantes internacionais em Lisboa e vai terminar precisamente no quartel-general da troika em Portugal: o ministério das Finanças.

A polícia planeou percursos alternativos para que a troika evite os manifestantes e uma delas é o edifício Jean Monnet, onde funciona a representação da Comissão Europeia em Lisboa.

A troika já aqui trabalhou em avaliações anteriores, mas ainda assim está muito próximo da Avenida da Liberdade, por onde vai passar a maré do protesto.

Uma outra alternativa é o edifico onde se situam os escritórios do FMI, na Avenida da República. No entanto, o setor da educação vai iniciar o seu protesto numa artéria paralela, a avenida 5 de outubro.

E mesmo que os chefes da delegação do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu optem por ficar no Hotel Ritz, onde estão hospedados, estarão muito perto do ponto de encontro deste protesto: a praça do Marquês de Pombal.

=TVI24=

Seguro acusa Governo de cruzar os braços no "drama" do desemprego


O líder do PS, António José Seguro, lembrou  hoje, no discurso de apresentação do candidato socialista à autarquia de  Oeiras, o "drama" do desemprego, afirmando que o Governo está de "braços  cruzados" e apenas convida à emigração. 

 "Hoje ficámos a saber mais um dado sobre o desemprego que leva ao drama  de várias famílias e olhamos para os responsáveis do Governo e há um simples  cruzar de braços e convite à emigração", afirmou António José Seguro. 
O líder socialista voltou a falar de "inconsciência social" por parte  do primeiro-ministro e lembrou que Pedro Passos Coelho "está a fazer tudo  ao contrário do que tinha prometido". 
"'Para quê tantos sacrifícios?', é a pergunta que muita gente faz",  sustentou. 
Seguro falava hoje na apresentação do candidato do PS à Câmara de Oeiras,  Marcos Sá, num jantar que contou com centenas de apoiantes socialistas,  entre os quais Almeida Santos e Maria de Belém Roseira, além do ex-ministro  da Administração Interna Rui Pereira, mandatário da campanha socialista  no concelho.  
"Esta é a oportunidade para servir Oeiras. Numa altura em que a política  não está na moda, eu tenho a certeza que o Marcos Sá está nesta candidatura  para servir Oeiras e para servir as pessoas", afirmou o líder do PS. 
António José Seguro frisou ainda a "proximidade das pessoas" como característica  que marca o candidato socialista de Oeiras. 
"Mal do político que não saiba estar ao lado das pessoas para receber  críticas, trocar ideias e ouvir propostas", acrescentou. 
No seu discurso, Marcos Sá mostrou-se convicto de que será o próximo  presidente da Câmara de Oeiras, numa candidatura que "não é só do político,  mas também do cidadão". 
"Não é pelo prazer do cargo, mas sim pelo interesse de servir o concelho  e as pessoas", sustentou. 
Marcos Sá, deputado durante seis anos na Assembleia da República e ex-líder  da concelhia do PS de Oeiras durante quatro anos, diz-se um "profundo conhecedor"  do concelho e assegurou que não será um presidente da câmara igual ao do  passado. 
"Queremos uma política mais participada e transparente, sempre em defesa  do interesse de todos. Não embarcarei em projetos megalómanos de utilidade  duvidosa para o concelho", afirmou. 
Além de Marcos Sá, são também já conhecidos os candidatos do PSD a Oeiras,  Francisco Moita Flores, e o atual vice-presidente da Câmara, Paulo Vistas,  pelo movimento independente, Isaltino Oeiras Mais à Frente (IOMAF).
Lusa/SICNoticias

 

Povo sai à rua contra a austeridade



Mais de 40 cidades vão ser palco do protesto inorgânico "Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena".

Tudo indica que o protesto deste sábado venha a ser a terceira grande manifestação inorgânica em Portugal. A designação inorgânica está relacionada com o facto de ser apartidária, convocada por cidadãos anónimos e promovida nas redes sociais.

Organizada com o lema "Que se lixe a troika, o povo é quem mais ordena", a manifestação contra as medidas de austeridade vai decorrer em mais de 40 cidades portuguesas e no estrangeiro.
As duas anteriores surpreenderam pela adesão que tiveram e ficaram associadas a momentos marcantes da crise que afecta o país.
A primeira, a 12 de Março de 2011, denominada “Geração à Rasca”, terá juntado 300 mil pessoas em 11 cidades do país e aconteceu apenas 11 dias antes do PEC 4 ser chumbado no Parlamento e o primeiro-ministro José Sócrates pedir a demissão.
A segunda, a 15 de Setembro de 2012, já chamada “Que se lixe a troika, queremos a nossa vida”,  foi talvez a maior em Portugal desde o 25 de Abril. Falou-se em meio milhão de pessoas só em Lisboa e terá sido decisiva para travar as mudanças na taxa social única (TSU).
Os movimentos foram ficando, foram-se organizando, estão em quase todas as manifestações que actualmente se realizam em Portugal e apostaram, entretanto, em tentar repetir, a 2 de Março de 2013, aquilo que já conseguiram duas vezes.

"Que se lixe a troika" espera grande manifestação Paula Gil, uma das organizadoras da manifestação, espera muito maior adesão do que em 15 de Setembro.
“Tendo em conta a situação em que o país se encontra neste momento, só pode sair mais gente do que a 15 de Setembro. Estamos a aguardar a transmissão das medidas da reforma do Estado, que não saíram esta semana provavelmente para não incentivar as pessoas a sair à rua no dia 2 de Março, mas as pessoas têm a consciência que vão cortar quatro mil milhões à saúde, à educação, ao Estado social.”
Paula Gil esclarece ainda que o dia 2 de Março foi o escolhido pelo movimento para esta manifestação, precisamente, para assinalar o primeiro trimestre de um 2013 cheio de dificuldades para as famílias.

=Renascença=