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sábado, 2 de março de 2013

Mario Soares



Este "senhor" deveria calar-se pois so fala para dizer asneiras.

Aqui te envio o que ele dizia em 1983 quando chamou o FMI para ajudar financeiramente Portugal.

Ele mente come respira ....é vergonhoso de ser assim tao "amnésico" e ...ainda poder continuar a falar.....politica.

Que se cale......nao merece de escutado por ninguém.

Le atentivamente o que ele dizia em 1983.......quando pediu ajuda do FMI.

As "bacoradas" que disse e diz.... deviam permitir aos Portugues de exigir que se cale.

Pobre povo e pobre pais.

QUANDO MARIO SOARES DEFENDE O PLANO DO FMI 1.docx
QUANDO MARIO SOARES DEFENDE O PLANO DO FMI 1.docx
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L. A. V.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Gaspar e Portas desdobram-se para desatar nó da sétima avaliação


Os ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros, Vítor Gaspar e Paulo Portas, respectivamente, passaram a semana em conversações com os seus homólogos da zona euro, por forma a que na próxima reunião do Eurogrupo, a decorrer na segunda-feira, Portugal possa sair favorecido e, nessa senda, que as negociações com a troika, relativas aos cortes na despesa, no âmbito da sétima avaliação ao programa de ajustamento, fiquem facilitadas, avança a edição desta sexta-feira do semanário Sol.


O responsável pela pasta das Finanças, Vítor Gaspar, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, têm encetado esforços no sentido de convencer os seus pares europeus a concederem mais um ano a Portugal para atingir a meta do défice de 3%, bem como a possibilitarem uma renegociação dos prazos de pagamento de empréstimos, adianta o Sol.

Isto porque a próxima reunião do Eurogrupo tem lugar na segunda-feira e poderá ser determinante no que à sétima avaliação da troika ao programa português diz respeito.

Se os congéneres europeus ‘comprarem’ os argumentos de Gaspar e de Portas, poderão facultar uma suavização dos cortes de 4 mil milhões na despesa do Estado, que, em vez de terem de ser levados a cabo até 2014, diluir-se-iam, assim, por mais um ano, ou seja, até ao fim de 2015.

Ao mesmo tempo, Portugal contará com um trunfo improvável: a instabilidade desencadeada pelas eleições legislativas em Itália. Aliás, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, terá veiculado esta mensagem numa reunião com a comissão política do PSD, que decorreu esta semana.

“A Europa não pode arriscar-se a deixar cair Portugal e a abrir um novo problema na zona euro”, terá dito o líder do Executivo, segundo indica o semanário Sol. Desta feita, procurar-se-á convencer a troika a atenuar os efeitos da austeridade, uma vez que, a situação italiana provou que “os eleitorados podem criar enguiços aos programas de ajustamento”, cita o Sol.

N. M.

"Maior elogio que Gaspar ouviu foi transformar Portugal no Paquistão"

Depois de ‘O Cão de Sócrates’, e de ‘D. Maria, a empregada de Cavaco’, chega agora às livrarias ‘O Diário Secreto de Vítor Gaspar’, mais uma viagem ao mundo imaginário dos políticos feita por António Ribeiro. O jornal i falou com o autor sobre a nova obra que revela que o maior elogio que o ministro das Finanças recebeu foi “o de tudo fazer para transformar o estável trabalhador português, num precário trabalhador paquistanês e Portugal no Portuquistão”.

A sua identidade é desconhecida e secreta, mas as suas obras muito populares. António Ribeiro, como assina, adiantou, por email, ao jornal i alguns pormenores sobre o seu novo livro: ‘O Diário Secreto de Vítor Gaspar’.

Questionado sobre como teve acesso ao diário do ministro das Finanças, António Ribeiro revela que apesar de se tratar de um “diário secretíssimo” só foi “inacessível… até ao dia em que o Dr. Vítor Gaspar o guardou no Ministério Público. A partir desse momento foi facílimo obter uma cópia”.

E antes? Onde escondia Vítor Gaspar o seu diário? “Escondia-o num sítio onde nunca ninguém vai: a sala PE-PSD (sala do Programa Eleitoral do PSD). Desde 2011 que ninguém lá põe os pés”, revela António Ribeiro, acrescentando tratar-se de “um caderninho muito simples de capa preta de cabedal com linhas”.

Outra das curiosidades desvendadas neste livro é por exemplo o facto de que Vítor Gaspar nasceu mesmo em Portugal, ainda que “a senhora Merkel” lhe tenha prometido “que se ele conseguir acertar uma previsão – uma que seja – nesse dia será cidadão alemão. Até lá, continua a ser português, para nossa infelicidade e seu castigo”.

E em relação ao tom monocórdico do ministro. Vítor Gaspar treina para isso? “Não. Já nasceu com esse talento (…) no infantário quando chegava ao fim do ‘a, e, i, o, u’ já toda a turma dormia”.

Quanto aos conselhos que o ministro dá no seu diário, António Ribeiro destaca dois: “Não nos devemos pôr de joelhos perante a senhora Merkel; devemos rastejar e de cabeça baixa; se tiver saudades de comer bife, contenha-se e peça salsicha que é mais barata”.

O autor de ‘O Diário Secreto de Vítor Gaspar’ revela ainda que “o maior elogio que Vítor Gaspar recebeu foi o de tudo fazer para transformar o estável trabalhador português num precário trabalhador paquistanês e transformar Portugal no Portuquistão”.

António Ribeiro confessa ainda que como “infelizmente o Dr. Passos Coelho não tem densidade suficiente para aguentar um livro com mais de quatro páginas”, a próxima figura política sobre a qual gostaria muito de escrever é “Miguel Relvas, mas a realidade transcende a ficção”.

N. M.

«VÁ-SE LÁ COMPREENDER…»
















Compreendo mal a ambição de fazer nome numa época em que o epígono é de preceito. Impõe-se aqui uma comparação.

Napoleão teve, no plano filosóficos e literário, rivais que o igualaram: Hegel pela desmesura do seu sistema, Byron pela sua irregularidade, Goethe por uma mediocridade sem precedentes.

Nos nossos dias, seria em vão que partiríamos à procura dos equivalentes literários dos aventureiros, dos tiranos deste século.

Se, politicamente, demos provas de uma demência antes de nós desconhecida, no domínio do espírito revolvem-se apenas pequenos destinos; nenhum conquistador de pena: nada para além dos abortos, de histéricos, a obra da nossa decadência, um D. Quixote no Inferno.

É mais que evidente que precisaremos, para revigorarmos as nossas ilusões estéticas, de uma ascese de alguns séculos, de uma provação de mutismo, de uma era de não-literatura, pois até os livros estão demasiado caros…

De momento, resta-nos corromper todos os géneros, impeli-los para extremos que os neguem, desfazer o que foi maravilhosamente feito.

Se, em tal empreendimento, pusermos algum escrúpulo de perfeição, talvez consigamos criar um novo tipo de vandalismo…

Colocados à margem, incapazes de harmonizarmos as nossas derrotas, já não nos definimos por referência à Grécia: ela deixou de ser o nosso ponto de orientação, a nossa nostalgia ou o nosso remorso; apagou-se em nós, como também aconteceu com o Renascimento.

De Holderlin a Walter Pater, o século XIX sabia lutar contra as suas opacidades e opor-lhed a imagem de uma antiguidade mirífica, cura de luz, paraíso.

Paraíso forjado, não seria necessário dizê-lo. O que conta é que se aspirava a ele, que mais não fosse para se combater a modernidade e os seus esgares.

Era possível escolher outra época e cingi-la com toda a violência da saudade. O passado ainda funcionava.

Nós já não temos passado; ou antes, já nada há do passado que seja nosso; já não há país de eleição, salvação enganadora, refúgio naquilo que foi.

As nossas perspectivas? Impossível decifrá-las: somos bárbaros sem futuro.

Como a expressão já não possui a envergadura necessária para se medir com os acontecimentos, fabricar políticas e ter orgulho nisso constitui um espectáculo sobremaneira lastimável: que necessidade empurra um político a falar como o faz, a agir como age o senhor Pedro e seus sicários?

Porquê esta proliferação, este medo de ser esquecido, esta galantaria de má qualidade?

Indulgência, merece-a apenas o político atarefado, o escravo, o forçado da política.

De qualquer modo, já nada há para construir, nem em política nem em filosofia.

Só os que disso vivem, no sentido material do termo, bem entendido, deveriam continuar, pois estamos a entrar numa época de formas estilhaçadas, de criação ás avessas.

Qualquer um poderá prosperar nesse domínio. A barbárie é acessível a toda a gente: basta ganhar-lhe o gosto.

Preparamo-nos alegremente para desfazer os séculos.

"Beija-mão à troika chega a ser vexatório"


A vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Helena Roseta, dificilmente poderia ter uma perspectiva mais crítica relativamente ao Executivo liderado por Pedro Passos Coelho. A responsável, que falava na quinta-feira à noite na antena da SIC Notícias, considera que “o beija-mão [do Governo português] à troika chega a ser vexatório”, e que o País está a ser “espoliado da sua soberania”.
Para a vereadora da autarquia de Lisboa, Helena Roseta, a “subserviência” do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho em relação troika é humilhante. “O beija-mão [do Governo português] à troika chega a ser vexatório”, comentou a responsável, na noite de quinta-feira, na antena da SIC Notícias.

Helena Roseta assinalou que o País está a ser “espoliado da sua soberania”, sendo que os elementos que estão em Portugal a propósito da sétima revisão ao programa de ajustamento português, não passam de “burocratas” que se limitam a cumprir ordens, quando o Executivo deveria “falar [directamente] com as instâncias que tomam as decisões”.

Ao mesmo tempo, salvaguardou a vereadora, não é admissível que ainda não se saiba como vão ser implementados os cortes de 4 mil milhões de euros nas funções sociais do Estado, sublinhando que este “comportamento de secretismo está dar cabo da democracia”.

“Vão-me ao bolso e não me dizem como?”, questionou Roseta, que, à semelhança de muitas vozes contestatárias que se fazem ouvir contra a política do Governo, salientou que “a culpa [do endividamento] não é dos portugueses”, mas sim “da banca”.

N. M.

RECORDE: taxa de desemprego dispara para 17,6% em janeiro


Números foram revistos em forte alta. Desemprego jovem chega aos 38,6%. Portugal é o terceiro pior da UE.
A taxa de desemprego em Portugal disparou para 17,6% em janeiro, de acordo com o Eurostat. É a taxa mais alta de sempre. Há um ano, o desemprego estava nos 14,7%. Os números foram revistos em forte alta. 

De acordo com o gabinete de estatísticas europeu, a taxa portuguesa passou dos 17,3%, em dezembro, para o número agora conhecido de 17,6%, em janeiro. São mais três décimas, no espaço de apenas um mês. Há agora 923 mil portugueses desempregados.

Estes números ultrapassam, assim, a previsão de 17,3% que a Comissão Europeia apresentou para este ano.

Portugal continua a ser o terceiro país, no seio da Europa a 27, com a taxa de desemprego mais elevada. Pior só a Espanha (com uma taxa de 26,2% em janeiro) e a Grécia (com 27% - dados de novembro, tendo em conta que em Atenas ainda não foram divulgadas as taxas de dezembro e janeiro). 

Áustria (4,9%), Alemanha, Luxemburgo (ambos com 5,3%) e Holanda (6%) foram os países que registaram as taxas mais baixas.

O flagelo atinge também cada vez mais jovens. A taxa de desemprego até aos 25 anos chegou aos 38,6%, em Portugal, no primeiro mês do ano. A média da Zona Euro é de 24,2%. Em dezembro, a taxa estava nos 38,3% e há um ano estava nos 34,6%, com o desemprego entre as mulheres portuguesas (17,7%) a crescer mais do que o dos homens (17,5%). 

No mês em análise, 5.732 milhões de jovens (até aos 25 anos) estavam desempregados na UE a 27, dos quais 3.642 milhões vivem na Zona Euro.

Aliás, na Zona Euro, a taxa de desemprego aumentou uma décima. Passou dos 11,8%, em dezembro, para 11,9% em janeiro. Já na União Europeia, o aumento ficou em linha, mas a taxa foi outra: 10,8%.

Há agora 18.998 milhões de pessoas desempregadas na região do euro (mais 201 mil face a dezembro) e 26.217 milhões na Europa a 27 (mais 222 mil).

=TVI24=

«A TODOS OS QUE CRITICAM AS MANIFESTAÇÕES»




















“Caros” concidadãos…

Estejam no governo ou fora dele, mas apoiando, geralmente, as medidas adoptadas pelos que lá estão – no poder deste país – e que, sempre que os portugueses, convocados ou convidados a manifestar-se pelos sindicatos ou partidos da oposição, só abrem a boca para criticar todos os que saem às ruas do país, na maioria das vezes apontando “todos os mafarricos do inferno” aos que entoam «Grândola Vila Morena», como abririam se se tratasse de “E Depois do Adeus”, “Os Vampiros” ou outra qualquer canção considerada de intervenção.

Poderia, “caros” senhores e senhoras, digníssimos concidadãos, que, se houvesse uma melhor e mais isenta justiça em Portugal, muitos estariam à sombra, e muitas tamnbém, enquanto que o Zé Povinho teria todo o prazer de lhes pagar comida e dormida durante todo o tempo que permanecessem no chelindró.

Eles criticam as belas canções de Zeca Afonso ou de Paulo de Carvalho, do mesmo modo que criticariam os sambas ou demais canções de nossos irmãos brasileiros que possam mexer com o íntimo dos que prevaricam continuamente e ficam impunes, impávidos e serenos, sabendo que com eles não há justiça que pegue.

Se e quando um indivíduo com responsabilidades máximas na governação nacional indica os caminhos da emigração aos seus cidadãos, deveria ser detido por falta de pudor, por falta de patriotismo e por falta de sentimentos morais, pois sabem perfeitamente que para tornar a levantar o país, todos somos poucos.

Mas, eles não querem que o país volte a levantar-se. Preferem mantê-lo no fundo da fossa onde o colocaram, com o povo a suportar todo o peso da “crise” tão propalada e que, eles sabem muito bem que a mesma crise se deve às péssimas práticas políticas e de governança que têm guiado a maioria dos políticos dominantes do país.

Mas, não se limitam a criticar as canções, os sambas ou baiões, as manifestações populares; criticam tudo e todos os que não alinhem pelo mesmo diapasão que eles, logo, todos são “baptizados” de extremistas de esquerda, de comunistas e são mimoseados com todos quantos os apodos que lhes venham à cabeça, por sinal bem oca que possuem, imaginando-se os sabichões das dúzias, aliás os únicos a saber que direcção dar ao país e ao povo.

Antes de Abil de 1974 não havia o direito ao voto, não havia qualquer liberdade de expressão, não existia ainda a Internet e a troca de ideias entre cidadãos de diversos países e de diversas cores políticas, mas já havia aqueles que protestavam contra o regime então em vigor, o que os levava às masmorras da Pide, ao desaparecimento, ao desterro para as ex-colónias africanas, de onde, por vezes, alguns conseguiam fugir para países europeus que lhes davam asilo, a troco do seu trabalho.

Com a Revolução dos Cravos, pensou-se a princípio que se tinha conseguido extirpar Portugal todos os fantasmas do fascismo, que afinal, como se pode verificar hoje, se mantêm vigorosamente activos e críticos para com todos aqueles que no auge do desespero por não poderem trabalhar, dar de comer e de vestir aos filhos, que os vêm crescer sem futuro, que não podem pagar as propinas no ensino superior, numa atitude de divisão entre as classes sociais, dando apenas possibilidades aos filhos dos ricos, mesmo que estúpidos como tamancos ou chancas, e, com certa alarvidade se riem na Assembleia da República quando os partidos de esquerda apresentam propostas de isenção de propinas aos mais pobres, negando tudo quanto venha desse lado do hemiciclo, porque se sentem comodamente sentados nos cadeirões que garantem o poder quase absoluto.

E, da mesma forma e da mesma cor, apesar de existir um presidente da República, que deveria imitar Bento XVI e resignar, se limita à prática de longos e ruidosos tabus, promulgando leis feridas de inconstitucionalidades várias.

Portanto, daqui e agora rogo a Deus que ajude todos os que lutam denodadamente contra uma nova forma de fascização do país, seja através de manifestações de rua quer através da entoação de canções de intervenção, que, pelos vistos, incomodam os “supostos senhores” do país que é Portugal.

Temem apenas a exaltação de um povo mártir e martirizado, que diariamente vê aumentar o desemprego e o ganha-pão da cidadania, vendo ao mesmo tempo descer o valor do seu suor, que de modo algum recebe o valor merecido, para júbilo dos que fogem aos impostos e colocam os fabulosos lucros em paraísos fiscais.

Viva Portugal livre de fantasmas e espectros do passado vergonhoso que se viveu durante meio século, tempo que durou a ditadura, sendo necessário cortar as grilhetas que diariamente lhes colocam nos pulsos, retirar as mordaças que lhes colocam na boca, libertar Portugal do neo-fascismo que tenta apoderar-se de tudo.